domingo, 28 de agosto de 2011

Discurso proferido em Bergerac, França, durante a Conferência do Rotary do Distrito 1740, em junho de 2010, pela team -leader do IGE, Maria Regina Prado Alves.

Cher Gouverneur,
Chers amis rotariens,
Bonjour à toutes et à tous.

D’abord, je vous remercie de votre accueil. La France a toujours été présente dans la construction sociale, artistique et même politique du Brésil. Ce n’est pas le moment de rémemorer tous les événements historiques qui ont aidé, depuis 1504, à construire les liens entre le Brésil et la France. Mais nous pouvons dire que dès l’arrivée de M. Villegagnon au Brésil, nous reconnaissons l’influence française dans notre façon de vivre. Cela, sans doute, a été un échange marqué par la force des idées.

Nous connaissons, l’importance d’Auguste Comte, le philosophe, du positivisme de l’ordre et du progrès. Cela est rappellé dans le drapeau du Brésil. Nous connaissons l’influence de l’existencialisme et du structuralisme ainsi que la place de la Nouvelle Vague. Nous savons par exemple, que le Brésil « antropophagique » c’est nourri de tout cela. Enfin, nous savons que la rélation entre la France et le Brésil a été marquée par la necessité du regard, de l’étude et de la description.

Répresentante de l’EGE du District 4780 du Rio Grande do Sul, on peut dire que notre instituition ne cessera jamais de travailler pour diminuer la souffrance des personnes qui ont besoin de notre aide. L’effort du président du Rotary International, John Kenny, pour éliminer la polio de la planète, ne doit pas nous faire oublier que sans une action collective nous n’arriverons pas à construire un monde plus solidaire et humanisé.

Notre pays a tellement de diversité géografique et sociale que nous pouvons dire que nous venons d’un pays continent, pays émergent bien sûr,mais modelé par une histoire dont les douleurs ont toujours fini par succomber à la douceur de vivre.
Le Brésil n’oublie pas l’esclavage, la dictature ou la pauvreté mais garde cette faculté de transcender les vicissitudes des siècles pour retrouver en dernier lien la voie de l’espoir.

C’est un grand plaisir d’être ici , dans ce District 1470 et de pouvoir apprendre avec vous un peu plus de choses sur votre pays et votre population.
Dans un monde qui change très vite, dans ce processus de mondialisation on doit reconnaître que ce changement, que le progrès porteur de tant de ménaces risque de faire du futur quelque chose d’inquiétante et de sombre.

Conscient de tout cela, les rotariens et les rotariennes, doivent réflechir à l’avenir. Avec le bénévolat, nous pouvons entreprendre et méner à bien des actions qui évitent des catastrophes humaines.
Penser à l’avenir c’est penser à la vie et son mouvement au-delà des habitudes et des faux problèmes.

Paul Harris avait tout à fait raison quand il a dit qu’il faut donner de soi avant de penser à soi.
Je vous remercie pour votre attention.

domingo, 19 de junho de 2011

lançamento

Sexta-feira última aconteceu o lançamento do livro de Carmen Maria Albornoz Serralta Hurtado - A fronteira onde Borges encontra o Brasil - O evento foi um sucesso contando com a presença de um grande público que aprecia Carmen Maria como o trabalho literário por ela desenvolvido ao longo dos anos. Carlos Appel, da Editora Movimento, ressaltou a importância da obra que, certamente, terá repercussão em outros países.
Carmen Maria autografou por mais de duas horas enquanto um bom vinho era degustado pelos inúmeros convidados.
Oportunamente voltaremos a tratar sobre essa noite memorável quando será postado a apresentação do livro pela Maria Regina da Academia Santanense de Letras.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Eri Aurélio Rivas -

A Academia Santanense de Letras teve como palestrante, em recente reunião, o confrade Eri Aurélio Rivas. O mesmo uma expos sobre recente viagem realizada à China. Eri analisou a vida dos chineses sob a ótica de quem está habituado a viajar e relatar suas impressões. Autor de vários livros, Eri enriqueceu o debate com seus posicionamentos que agradaram a todos os presentes. Voltaremos, em breve, a tratar sobre o autor de "Memórias do fim de milênio" e sua vasta obra litarária.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Reunião Academia Santanense de Letras

Em reunião ordinária da Academia Santanense de Letras, quinta-feira 28, foi apresentada a obra literária da escritora e poeta Tania Alegria. O trabalho sobre a autora gaúcha radicada em Lisboa teve imensa aceitação entre os confrades presentes. Poesias lidas em ambos os idiomas - português e espanhol- dos livros Inverso e Memorial de Exorcismos, despertou o interesse sobre a autora. Resta agora a expectativa da presença de Tania Alegria entre nós, para o mês de junho, dia 18, quando em um workshop vai tratar do tema: Maneiras de contar - Apontamentos sobre técnica da narrativa de contos. Na mesma data lançará o livro de contos, finalista do concurso Açorianos do ano passado: Histórias do mundo virtual. A Academia Santanense de Letras, tendo como presidente a confrade Celina Hamilton Albornoz, não tem medido esforços para divulgar escritores e poetas tanto nacionais como estrangeiros.
Tania Alegria venceu com o poema "Credo de mujer", o primeiro concurso internacional de poesia Yo soy mujer, promovido pelo Movimento Mujeres Poetas International.
Será uma imensa satisfação recebê-la entre nós.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Augusta

AUGUSTA

"... Rasgando as almas que na sombra tremem." Violões que choram. Cruz e Souza.


De bruços, atirada na areia, olhos fixos no mar, Augusta desfrutava de merecidas férias, no litoral carioca. Imagens difusas e distantes passavam pela sua cabeça. Lembranças de outros tempos, de desafios vencidos, de derrotas ocasionais. Pensava no entusiasmo que a levou a vencer obstáculos, a seguir em frente, a lutar por tudo aquilo que a movia diante da vida. Pensava que já não era jovem, que abdicaria de certos sonhos, que não experimentaria ilusões em relação ao próprio cotidiano.

Sempre fora ela uma mulher de vanguarda. Como tal, correra riscos , conscientes e inconscientes. Rompeu barreiras. Atravessou mares e preconceitos. Não saberia nunca encarar o mundo como um período constante de calmaria, sem a agitação das ondas e o perigo das águas em um turbilhão de redemoinhos.

Hoje sentia-se em paz. E essa paz a incomodava. Não teria mais como viver em ritmo de fuga, preocupada apenas consigo mesma: o futuro se transformara em presente e não lhe permitia olhar para trás. Compromissos não lhe concediam o direito de partir. Mundo de cartas marcadas, sem muita graça e emoção. Mas, mesmo assim, o mundo é belo porque é variado, refletia Augusta, virando-se na areia para atender o celular. Era sua filha que a esperava no hotel. Juntas, sairiam para almoçar.

Augusta, sorrindo para si própria, lembrou que fora na longínqua Austrália que optara pela maternidade. Levantando-se, com uma certa pressa, recolheu seus objetos para ir ao encontro daquela que, de certa forma, fizera dela uma mulher mais corajosa, pela responsabilidade em ter assumido sozinha um ser que dela dependia para viver e ser empurrado para o desconhecido.
A vida, às vezes, pode se tornar uma bela aventura, concluiu Augusta, feliz e contente, nessa manhã ociosa e ensolarada que lhe possibilitou um bela viagem em torno de si mesma.