Sexta-feira última aconteceu o lançamento do livro de Carmen Maria Albornoz Serralta Hurtado - A fronteira onde Borges encontra o Brasil - O evento foi um sucesso contando com a presença de um grande público que aprecia Carmen Maria como o trabalho literário por ela desenvolvido ao longo dos anos. Carlos Appel, da Editora Movimento, ressaltou a importância da obra que, certamente, terá repercussão em outros países.
Carmen Maria autografou por mais de duas horas enquanto um bom vinho era degustado pelos inúmeros convidados.
Oportunamente voltaremos a tratar sobre essa noite memorável quando será postado a apresentação do livro pela Maria Regina da Academia Santanense de Letras.
domingo, 19 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Eri Aurélio Rivas -
A Academia Santanense de Letras teve como palestrante, em recente reunião, o confrade Eri Aurélio Rivas. O mesmo uma expos sobre recente viagem realizada à China. Eri analisou a vida dos chineses sob a ótica de quem está habituado a viajar e relatar suas impressões. Autor de vários livros, Eri enriqueceu o debate com seus posicionamentos que agradaram a todos os presentes. Voltaremos, em breve, a tratar sobre o autor de "Memórias do fim de milênio" e sua vasta obra litarária.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Reunião Academia Santanense de Letras
Em reunião ordinária da Academia Santanense de Letras, quinta-feira 28, foi apresentada a obra literária da escritora e poeta Tania Alegria. O trabalho sobre a autora gaúcha radicada em Lisboa teve imensa aceitação entre os confrades presentes. Poesias lidas em ambos os idiomas - português e espanhol- dos livros Inverso e Memorial de Exorcismos, despertou o interesse sobre a autora. Resta agora a expectativa da presença de Tania Alegria entre nós, para o mês de junho, dia 18, quando em um workshop vai tratar do tema: Maneiras de contar - Apontamentos sobre técnica da narrativa de contos. Na mesma data lançará o livro de contos, finalista do concurso Açorianos do ano passado: Histórias do mundo virtual. A Academia Santanense de Letras, tendo como presidente a confrade Celina Hamilton Albornoz, não tem medido esforços para divulgar escritores e poetas tanto nacionais como estrangeiros.
Tania Alegria venceu com o poema "Credo de mujer", o primeiro concurso internacional de poesia Yo soy mujer, promovido pelo Movimento Mujeres Poetas International.
Será uma imensa satisfação recebê-la entre nós.
Tania Alegria venceu com o poema "Credo de mujer", o primeiro concurso internacional de poesia Yo soy mujer, promovido pelo Movimento Mujeres Poetas International.
Será uma imensa satisfação recebê-la entre nós.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Augusta
AUGUSTA
"... Rasgando as almas que na sombra tremem." Violões que choram. Cruz e Souza.
De bruços, atirada na areia, olhos fixos no mar, Augusta desfrutava de merecidas férias, no litoral carioca. Imagens difusas e distantes passavam pela sua cabeça. Lembranças de outros tempos, de desafios vencidos, de derrotas ocasionais. Pensava no entusiasmo que a levou a vencer obstáculos, a seguir em frente, a lutar por tudo aquilo que a movia diante da vida. Pensava que já não era jovem, que abdicaria de certos sonhos, que não experimentaria ilusões em relação ao próprio cotidiano.
Sempre fora ela uma mulher de vanguarda. Como tal, correra riscos , conscientes e inconscientes. Rompeu barreiras. Atravessou mares e preconceitos. Não saberia nunca encarar o mundo como um período constante de calmaria, sem a agitação das ondas e o perigo das águas em um turbilhão de redemoinhos.
Hoje sentia-se em paz. E essa paz a incomodava. Não teria mais como viver em ritmo de fuga, preocupada apenas consigo mesma: o futuro se transformara em presente e não lhe permitia olhar para trás. Compromissos não lhe concediam o direito de partir. Mundo de cartas marcadas, sem muita graça e emoção. Mas, mesmo assim, o mundo é belo porque é variado, refletia Augusta, virando-se na areia para atender o celular. Era sua filha que a esperava no hotel. Juntas, sairiam para almoçar.
Augusta, sorrindo para si própria, lembrou que fora na longínqua Austrália que optara pela maternidade. Levantando-se, com uma certa pressa, recolheu seus objetos para ir ao encontro daquela que, de certa forma, fizera dela uma mulher mais corajosa, pela responsabilidade em ter assumido sozinha um ser que dela dependia para viver e ser empurrado para o desconhecido.
A vida, às vezes, pode se tornar uma bela aventura, concluiu Augusta, feliz e contente, nessa manhã ociosa e ensolarada que lhe possibilitou um bela viagem em torno de si mesma.
"... Rasgando as almas que na sombra tremem." Violões que choram. Cruz e Souza.
De bruços, atirada na areia, olhos fixos no mar, Augusta desfrutava de merecidas férias, no litoral carioca. Imagens difusas e distantes passavam pela sua cabeça. Lembranças de outros tempos, de desafios vencidos, de derrotas ocasionais. Pensava no entusiasmo que a levou a vencer obstáculos, a seguir em frente, a lutar por tudo aquilo que a movia diante da vida. Pensava que já não era jovem, que abdicaria de certos sonhos, que não experimentaria ilusões em relação ao próprio cotidiano.
Sempre fora ela uma mulher de vanguarda. Como tal, correra riscos , conscientes e inconscientes. Rompeu barreiras. Atravessou mares e preconceitos. Não saberia nunca encarar o mundo como um período constante de calmaria, sem a agitação das ondas e o perigo das águas em um turbilhão de redemoinhos.
Hoje sentia-se em paz. E essa paz a incomodava. Não teria mais como viver em ritmo de fuga, preocupada apenas consigo mesma: o futuro se transformara em presente e não lhe permitia olhar para trás. Compromissos não lhe concediam o direito de partir. Mundo de cartas marcadas, sem muita graça e emoção. Mas, mesmo assim, o mundo é belo porque é variado, refletia Augusta, virando-se na areia para atender o celular. Era sua filha que a esperava no hotel. Juntas, sairiam para almoçar.
Augusta, sorrindo para si própria, lembrou que fora na longínqua Austrália que optara pela maternidade. Levantando-se, com uma certa pressa, recolheu seus objetos para ir ao encontro daquela que, de certa forma, fizera dela uma mulher mais corajosa, pela responsabilidade em ter assumido sozinha um ser que dela dependia para viver e ser empurrado para o desconhecido.
A vida, às vezes, pode se tornar uma bela aventura, concluiu Augusta, feliz e contente, nessa manhã ociosa e ensolarada que lhe possibilitou um bela viagem em torno de si mesma.
domingo, 30 de janeiro de 2011
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